PF investiga deputado Marcelo Queiroz por fraude em R$ 200 milhões agora
A Polícia Federal deflagrou a Operação Castratio, investigando suspeitas de fraude em contratos de licitação, superfaturamento e lavagem de dinheiro em contratos públicos ligados a programas de castração animal no estado do Rio de Janeiro. Entre os alvos está o deputado federal Marcelo Queiroz, ex-secretário estadual de Agricultura, que está sendo investigado por suspeitas de fraude em contratos que somam cerca de R$ 200 milhões firmados entre a Secretaria Estadual de Agricultura e a empresa Consuvet Soluções em Saúde Animal. Os mandados foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, pois Marcelo Queiroz possui foro privilegiado. Ao todo, os agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Marcelo Queiroz foi abordado pela PF no Aeroporto Santos Dumont, pouco antes de embarcar para Brasília, e seu celular foi apreendido durante a operação.
Em um contexto institucional mais amplo, é importante lembrar que a Polícia Federal é responsável por investigar crimes federais, incluindo fraudes em licitação, superfaturamento e lavagem de dinheiro. O deputado federal Marcelo Queiroz, como ex-secretário estadual de Agricultura, tem foro privilegiado, o que significa que as investigações devem ser autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Isso é importante porque a investigação envolve acusações graves de fraude e superfaturamento em contratos públicos, que podem ter impacto significativo no erário público e na população afetada pelos programas de castração animal. Além disso, a empresa Consuvet Soluções em Saúde Animal está sendo investigada por suspeitas de ter sido criada para direcionar contratos públicos.
As investigações da Operação Castratio concentram-se em contratos assinados entre 2021 e 2023 para serviços de esterilização e castração de animais, que somam cerca de R$ 200 milhões. De acordo com a PF, há suspeitas de que a empresa Consuvet foi criada por meio de um processo irregular para direcionar contratos públicos. Além disso, há suspeitas de superfaturamento e lavagem de dinheiro envolvidos nos contratos. Os investigadores também estão avaliando a possibilidade de vínculos entre assessores ligados à antiga gestão da secretaria e integrantes do grupo investigado. A apreensão de celulares, documentos, dinheiro em espécie, veículos e joias durante as buscas realizadas nos endereços ligados aos investigados deve ajudar a esclarecer as investigações.
