Assinaturas na vida do brasileiro: como o modelo recorrente gastou a sua contagem de R$
A economia por assinatura se tornou uma parte integrante da rotina dos brasileiros. Muitos deles possuem diversas assinaturas ativas, que incluem serviços de streaming, aplicativos de comida, pacotes de notícias, armazenamento de fotos, academias e outros benefícios. De acordo com uma pesquisa realizada pela Vindi e pelo Opinion Box, 56% dos entrevistados gastam entre R$ 51 e R$ 200 por mês com assinaturas, planos e mensalidades recorrentes, enquanto 17% declaram gastar mais de R$ 200. A maioria dos brasileiros concentra seus gastos em poucos serviços, com 77% pagando por uma a quatro assinaturas e 19% por cinco a dez.
Esse modelo de cobrança recorrente se espalhou por diversas áreas, incluindo ferramentas digitais, aplicativos de entrega e namoro, academias e outros serviços. Um levantamento interno realizado pela redação do InvestNews revelou que os colegas de trabalho mantêm ativas ou já mantiveram 82 assinaturas. Embora a amostra seja limitada, ela sinaliza o comportamento dos consumidores intensivos de informação e tecnologia. O que antes se concentrava em jornais, revistas e TV paga, contratado pelo telefone, agora se dispersou por diversas plataformas. A mudança está na variedade de áreas em que o modelo passou a vender acesso, conveniência e benefícios.
A inflação e os juros atuais influenciam a decisão dos consumidores em adquirir assinaturas. Com a inflação alta, os preços dos bens e serviços aumentam, e as pessoas buscam alternativas mais acessíveis, como as assinaturas. Além disso, com os juros elevados, os consumidores podem preferir pagar mensalidades em vez de adquirir produtos ou serviços de uma vez. O mercado de trabalho também impacta a adoção de assinaturas, pois a taxa de desemprego pode levar as pessoas a buscar serviços mais acessíveis e flexíveis.
No dia a dia, é comum que as pessoas nem se deem conta do número de assinaturas que mantêm ativas. Muitos serviços oferecem períodos de teste gratuitos ou descontos para novos assinantes, o que pode levar a uma cobrança recorrente sem que o consumidor perceba. Somadas, essas assinaturas formam uma parte fixa e crescente do orçamento de milhões de brasileiros.
