Economia

Dexco fecha fábrica em SC, concentra produção e gera 159 demissões

Dexco fecha fábrica em SC, concentra produção e gera 159 demissões

A Dexco, empresa que controla marcas como Deca, Duratex e Portinari, anunciou o fechamento de sua fábrica de revestimentos cerâmicos em Urussanga, Santa Catarina. Com essa decisão, a produção de revestimentos cerâmicos será concentrada em duas unidades, localizadas em Criciúma, Santa Catarina, e Botucatu, São Paulo. O fechamento da fábrica de Urussanga resultará no desligamento de 159 funcionários, mas a empresa afirma que o portfólio de revestimentos cerâmicos e a atuação das marcas Portinari e Ceusa não serão afetados. A medida faz parte da estratégia da Dexco para otimizar a capacidade instalada, aumentar a produtividade e melhorar a eficiência operacional.

A decisão da Dexco ocorre em um contexto econômico desafiador, com inflação ainda elevada e juros altos, o que pode afetar a demanda por produtos como revestimentos cerâmicos. No entanto, a empresa registrou resultados positivos no primeiro trimestre, com um EBITDA de R$ 478 milhões, 38% maior do que no mesmo período do ano anterior. A geração de caixa positiva ajudou a reduzir a alavancagem da empresa para 3 vezes a relação dívida líquida/EBITDA. A divisão de revestimentos cerâmicos, que será impactada pelo fechamento da fábrica, registrou EBITDA negativo de R$ 4 milhões no primeiro trimestre, mas mostrou melhora em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano anterior. A otimização da capacidade instalada e a eficiência operacional são estratégias importantes para a empresa nesse cenário.

O fechamento da fábrica de Urussanga e a concentração da produção em duas unidades devem ajudar a Dexco a reduzir custos e melhorar a eficiência. A empresa afirma que o encerramento não deve gerar efeito material nas suas demonstrações financeiras, com os custos da operação classificados como não recorrentes. A medida visa garantir a sustentabilidade de longo prazo do negócio e preservar o atendimento aos clientes. A Dexco também informou que 24 funcionários serão transferidos para Criciúma, o que pode ajudar a minimizar o impacto social do fechamento da fábrica.

Em um mercado de construção civil que ainda enfrenta desafios, a Dexco busca adaptar-se às condições econômicas e manter sua competitividade. A empresa busca garantir a sustentabilidade de longo prazo do negócio, mesmo com o cenário econômico incerto. A produtividade e a eficiência operacional são fundamentais para o sucesso da empresa nesse contexto.

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