Desemprego no Brasil cai para 5,8 agora menor nivel da serie historica do IBGE
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual representa o menor nível já registrado pela série histórica da Pnad Contínua para esse período do ano, iniciada em 2012. A taxa ficou abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que esperava uma taxa de 5,9%. Em números absolutos, o Brasil terminou abril com 6,3 milhões de pessoas desempregadas.
Na comparação com o trimestre encerrado em janeiro de 2026, a taxa de desemprego avançou 0,4 ponto percentual, já que estava em 5,4%. No entanto, em relação ao mesmo trimestre de 2025, houve uma queda de 0,8 ponto percentual, pois a taxa naquele momento era de 6,6%. Isso significa que cerca de 809 mil pessoas a menos estavam procurando emprego em um ano. A população ocupada no país alcançou 102,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril, com um recuo de 0,3% frente ao trimestre anterior, mas apresentou alta de 1,1% na comparação anual.
Os dados do IBGE também revelam a dimensão da informalidade no mercado de trabalho brasileiro. A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8% no trimestre encerrado em abril, com 15,7 milhões de pessoas subutilizadas, número estável frente ao trimestre anterior e 11,1% menor na comparação anual. Ainda, 4,2 milhões de pessoas estavam subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas. Além disso, a população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu 15,3% em um ano, atingindo 2,6 milhões de brasileiros. A população fora da força de trabalho ficou em 66,5 milhões de pessoas, com aumento de 1,6% na comparação anual.
O nível de ocupação no país ficou em 58,4%. Esses números refletem um mercado de trabalho com avanços em alguns aspectos, mas ainda com desafios relacionados à informalidade e à subutilização da força de trabalho. O cenário econômico e as políticas públicas continuam a influenciar esses indicadores, que são cruciais para entender a dinâmica do emprego no Brasil.
