China mantém embargo de chips avançados, Estados Unidos recicam exportações
A trégua comercial não afetou as restrições à exportação de chips avançados para a China, que seguem em vigor. O Departamento de Comércio dos EUA manteve listas de empresas chinesas vetadas de adquirir semicondutores de última geração produzidos com tecnologia americana ou de aliados. Em resposta, Pequim impôs restrições à exportação de minerais críticos, incluindo gálio e germânio, insumos essenciais para a fabricação de chips e equipamentos de defesa. Esse movimento criou pressão adicional sobre fabricantes europeus e sul-coreanos que dependem dessas matérias-primas. A inflação nos EUA, que estava pressionada, pode ser impactada pela retomada das importações de produtos chineses, mas a inflação também é influenciada por outros fatores, como juros e emprego.
Em termos práticos, gigantes como Shein e Temu, e fabricantes de componentes eletrônicos, intensificaram investimentos em armazéns e centros de distribuição em território americano para reduzir a exposição a novas rodadas tarifárias e atender às crescentes exigências de transparência da cadeia de suprimentos impostas pelo governo dos EUA. Essas ações refletem a adaptação das empresas ao novo cenário comercial e a busca por minimização de riscos em um ambiente de grande incerteza.
