Aegea e parceiros avançam com oferta milionária para comprar a Copasa
Os controladores da Aegea, uma das maiores empresas de saneamento do Brasil, estão prestes a disputar a privatização da Copasa, estatal de saneamento do estado de Minas Gerais. A Itaúsa, Equipav e o fundo soberano GIC formaram uma parceria, através da Livorno Participações, para apresentar uma proposta de aquisição da Copasa. Eles competirão com a Equatorial, investidora de referência da Sabesp, para tomar conta do controle da empresa em um leilão que foi entregue na segunda-feira e que terá o resultado anunciado na quarta-feira seguinte. A privatização pode movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões e inclui opções para o governo de Minas Gerais manter 5% do capital da empresa além de uma “golden share”.
O leilão da Copasa pode ter implicações significativas no mercado de saneamento brasileiro. A empresa é uma das maiores de sua categoria no país, abrangendo mais de 12 milhões de pessoas em 640 municípios mineiros. Além disso, a privatização pode impactar o mercado de ações, pois a Aegea e a Equatorial são ambas empresas bem estabelecidas com grandes participações em empresas de saneamento. A Perfin, outra gestora de infraestrutura, também já tem uma participação significativa na Copasa e pode aumentar sua participação ainda mais.
A possibilidade de um grande acionista aparecer a partir do follow-on pode ser um fator de risco em potencial para a empresa. A participação de investidores no mercado pode afetar a estabilidade e o controle do empreendimento, o que poderia afetar a rentabilidade e a estratégia de crescimento da Copasa, uma vez que o grande acionista ficará com 30% do capital total da empresa, com possibilidade de alcançar até 45% dos direitos de voto.
A privatização pode representar uma grande oportunidade para investidores que queiram aumentar sua participação na empresa. No entanto, isso também pode levar a uma perda de controle para o governo de Minas Gerais, que atualmente tem uma participação de 50,03% no empreendimento. Além disso, a “golden share” garantirá ao governo alguns direitos de veto em decisões importantes, mas isso pode não ser suficiente para garantir o controle da empresa.
